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Reforma tributária: o que muda, resumo e como se preparar em 2026

Reforma Tributária 26 dez 2025 Autor: Rezoluti
Reforma tributária: o que muda, resumo e como se preparar em 2026

O ano de 2026 não é apenas mais uma data no calendário; é o início oficial da fase de testes da maior mudança tributária da história do Brasil. Embora a substituição total dos impostos só termine em 2033, a engrenagem começa a girar agora.

Se você quer evitar correria de última hora e multas operacionais, este guia resume os pontos críticos e as ações práticas para este ano.


1. O Resumo do que muda em 2026

Em 2026, entramos no chamado "período de teste". O objetivo do governo não é arrecadar mais agora, mas sim calibrar o sistema e testar a tecnologia.

  • As Alíquotas-Teste: Será cobrada uma alíquota total de 1%, dividida em:

    • 0,9% de CBS (federal);

    • 0,1% de IBS (estadual/municipal).

  • Neutralidade de Carga: Você não pagará "imposto a mais". O valor recolhido nesse 1% será totalmente compensado (abatido) do PIS e da COFINS que sua empresa já paga.

  • Convivência Dual: Por enquanto, nada acaba. Você continuará calculando PIS, COFINS, ICMS e ISS normalmente, mas precisará incluir os novos campos de CBS e IBS nas suas notas.


2. Por que 2026 é o ano da "TI e do Cadastro"?

Embora a carga tributária não mude significativamente agora, a obrigação acessória muda tudo. O foco de 2026 é a qualidade do dado.

  • Emissão de Notas: Seus sistemas (ERP) precisam estar atualizados para destacar os novos impostos. Notas emitidas sem os campos de CBS/IBS podem impedir que seus clientes tomem crédito, o que prejudica sua competitividade.

  • Split Payment: Começa a ser testado o mecanismo onde o imposto é retido no momento exato do pagamento eletrônico (via PIX, cartão ou boleto). Sua empresa precisa estar pronta para essa conciliação bancária automática.


3. Check-list de Preparação: Como agir agora

Para não ser pego de surpresa, siga estes passos essenciais em 2026:

A. Saneamento de Cadastro

Revise o NCM (Nomenclatura Comum do Mercosul) de todos os seus produtos. A nova tributação e os regimes favorecidos (alíquotas reduzidas) dependem inteiramente de uma classificação fiscal impecável.

B. Atualização de Software (ERP)

Certifique-se de que seu fornecedor de software já implementou as notas técnicas do ENCAT para o IVA Dual. Em 2026, a falha no preenchimento desses campos pode não gerar multa imediata, mas gera retrabalho e perda de rastreabilidade.

C. Revisão de Contratos

Muitos contratos de longo prazo (aluguéis, serviços recorrentes) precisam de cláusulas de reequilíbrio financeiro, prevendo como as novas alíquotas afetarão o preço final a partir de 2027.

D. Olho no Simples Nacional

Se você é do Simples, 2026 é o ano de decidir: você vai continuar pagando tudo na guia única ou vai optar por recolher o IBS/CBS "por fora" para transferir crédito cheio para seus clientes? Essa escolha será vital para manter grandes contratos.


4. Cronograma Rápido: O que vem depois?

  • 2027: O PIS e a COFINS morrem oficialmente. A CBS assume com alíquota cheia (estimada em torno de 9%).

  • 2029: Começa a queda gradual do ICMS e ISS e o aumento do IBS.

  • 2033: O sistema antigo é totalmente extinto.

Conclusão

Em 2026, a palavra de ordem é adaptação operacional. O risco não é financeiro (pelo valor do imposto), mas sim operacional (pela complexidade de rodar dois sistemas ao mesmo tempo). Quem organizar a casa agora terá uma transição suave e segura nos próximos anos.